São Paulo, 24 de fevereiro de 2026 – A inteligência artificial (IA) promete revolucionar a medicina, mas casos recentes de erros graves em diagnósticos gerados por ferramentas de IA estão acendendo alertas entre especialistas. De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet Digital Health em janeiro de 2026, algoritmos de IA falharam em até 20% dos casos de detecção de câncer de pulmão em imagens de tomografia, superestimando ou subestimando riscos fatais. Essa notícia chega em um momento em que sistemas como o Google DeepMind e o IBM Watson Health são amplamente adotados em hospitais brasileiros e globais. O desenvolvimento dessa tecnologia avança rápido, mas os riscos são palpáveis. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em novembro de 2025, destaca que IAs treinadas com dados enviesados – como conjuntos majoritariamente de populações brancas e de alta renda – produzem diagnósticos discriminatórios, errando mais em pacientes de minorias étnicas e de baixa renda. No Brasil, o caso de um hospital em São Paulo, relatado pelo jornal Folha de S.Paulo em dezembro de 2025, ilustra o problema: uma IA recomendou tratamento inadequado para 15% de pacientes com diabetes tipo 2, levando a complicações evitáveis. Especialistas como o Dr. Roberto Kalil Filho, cardiologista do InCor, alertam que a dependência excessiva de IA pode erodir a expertise humana, criando uma ‘ilusão de precisão’ em um campo onde um erro significa vida ou morte. Outro ponto crítico é a falta de transparência. Diferente de um médico, que explica seu raciocínio, as ‘caixas-pretas’ da IA ocultam como chegam a conclusões, conforme análise da FDA (Food and Drug Administration) dos EUA em 2025, que rejeitou aprovações para 12 ferramentas de diagnóstico por falta de explicabilidade. No Brasil, a Anvisa segue pressionada para regulamentar esses sistemas, mas um levantamento da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2026 mostra que apenas 30% dos hospitais com IA cumprem padrões mínimos de validação. Além disso, ciberataques a sistemas de IA, como o incidente no NHS do Reino Unido em 2025 que comprometeu dados de 500 mil pacientes, expõem vulnerabilidades que podem manipular diagnósticos intencionalmente. Em conclusão, enquanto a IA oferece velocidade e escala inigualáveis – detectando, por exemplo, 94% dos casos de retinopatia diabética segundo estudo da Nature Medicine de 2024 –, seu uso desregulado na saúde é um perigo iminente. Profissionais e reguladores clamam por integração híbrida, com supervisão humana obrigatória e auditorias constantes. Sem isso, o que deveria curar pode se tornar o maior risco à saúde pública do século 21. A sociedade precisa cobrar transparência e ética agora, antes que mais vidas sejam postas em xeque. Navegação de Post Febre das Canetas Emagrecedoras: Revolução na Perda de Peso ou Armadilha de Saúde? Artrite Psoriática: Avanços Revolucionários nos Tratamentos Mudam a Vida de Milhões