Em um marco histórico para o sistema fiscal brasileiro, a reforma tributária aprovada em 2023 começa a ganhar forma concreta em 2026, com a implementação gradual de mudanças que prometem simplificar a vida de empresas e cidadãos. A Emenda Constitucional 132/2023, sancionada pelo então presidente Lula, unifica cinco tributos sobre o consumo em um só, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além de criar o Imposto Seletivo (IS) para produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. De acordo com o Ministério da Fazenda, essa transição, que se estenderá até 2033, visa acabar com a ‘guerra fiscal’ entre estados e tornar o sistema mais transparente.

No desenvolvimento da matéria, destacam-se as novidades de 2026: entra em cena a criação da Comissão Técnico-Paritária, responsável por definir alíquotas e regras de transição, conforme Lei Complementar 204/2024. Empresas já relatam adaptações aos testes do novo sistema digital de cobrança, o Portal do IBS, gerenciado pelo Comitê Gestor Nacional. Dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) indicam que 70% das micro e pequenas empresas esperam redução de custos burocráticos em até 40%, com base em simulações publicadas no site oficial do governo. No entanto, setores como o varejo e a construção civil expressam preocupações com possíveis aumentos iniciais na carga tributária, conforme relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de janeiro de 2026.

Outro avanço é a introdução do Imposto Seletivo, que incide sobre cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poluentes, com arrecadação estimada em R$ 30 bilhões anuais pela Receita Federal. Em audiência pública realizada em fevereiro de 2026, especialistas como o economista Bernard Appy, um dos pais da reforma, defenderam que o modelo dual (federal, estadual e municipal) preservará a autonomia dos entes federativos. Já críticos, como o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), alertam para riscos de inflação em bens essenciais, citando estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Em conclusão, a reforma tributária representa a maior mudança no sistema de impostos do Brasil em décadas, com potencial para impulsionar o crescimento econômico em 1,5% ao ano, segundo projeções do Banco Central. Apesar dos desafios de implementação, o otimismo prevalece entre analistas, que veem em 2026 o pontapé para um Brasil mais justo e eficiente fiscalmente. Acompanhe as atualizações no site do Senado e da Fazenda para entender como isso afeta seu bolso.

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